{"id":6382,"date":"2022-08-01T09:21:42","date_gmt":"2022-08-01T12:21:42","guid":{"rendered":"https:\/\/lrm67.com\/?p=6382"},"modified":"2022-08-01T09:22:25","modified_gmt":"2022-08-01T12:22:25","slug":"registros-envoldo-baleias-no-litoral-norte-mostram-o-movimento-do-ciclo-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lrm67.com\/index.php\/2022\/08\/01\/registros-envoldo-baleias-no-litoral-norte-mostram-o-movimento-do-ciclo-da-vida\/","title":{"rendered":"Registros envolvendo baleias no Litoral Norte mostram o movimento do ciclo da vida"},"content":{"rendered":"<p>Marcello Ver\u00edssimo<\/p>\n<p>Dois casos registrados com baleias, no final de semana mostram que, mais uma vez, a natureza ensina aos seres humanos sobre o movimento do ciclo da vida . O primeiro deles, divulgado no in\u00edcio da noite desta sexta-feira (29), foi o resgate da 2\u00aa baleia encontrada que foi encontrada morta pela equipe do Instituto Argonauta no Litoral Norte, no intervalo de poucas horas.<\/p>\n<p>Desta vez, o animal foi encontrado flutuando no mar da Ilha Anchieta em Ubatuba. A equipe do Instituto Argonauta que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi acionada por funcion\u00e1rios do Parque Estadual da Ilha Anchieta sobre o animal, que estava no mar entre a Anchieta e a Ilha das Palmas.<\/p>\n<p>Assim como a Jubarte encontrada em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, o animal era um macho, juvenil, com aproximadamente sete metros e estava emalhado em uma rede boiada, um tipo de rede de emalhar com b\u00f3ias, com cerca de 50 metros de comprimento. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Argonauta, na rede ainda foram encontrados outros animais como ca\u00e7\u00f5es, uma corvina e um caranguejo-rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>A equipe removeu todo o petrecho, coletou materiais como pele, gordura e m\u00fasculo para pesquisa e rebocou o animal at\u00e9 uma \u00e1rea prop\u00edcia, onde permitiu o procedimento de encalhe controlado. A carca\u00e7a foi amarrada e ancorada para se decompor naturalmente e evitar que a mar\u00e9 n\u00e3o a desencalhe.<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Argonauta e ocean\u00f3grafo, Hugo Gallo Neto, disse que \u00e9 sempre mais f\u00e1cil atuar neste tipo de ocorr\u00eancia quando as baleias ainda est\u00e3o boiando. \u201cSempre a primeira op\u00e7\u00e3o \u00e9 tentar executar o encalhe controlado, com pouco<br \/>\nrecurso e agindo antecipadamente, assim \u00e9 poss\u00edvel prevenir o problema de encalhe em \u00e1reas habitadas e minimizar os riscos de uma embarca\u00e7\u00e3o se chocar com um animal desse tamanho boiando \u00e0 noite\u201d, comentou Hugo.<\/p>\n<p>Vida &#8211; Ainda na sexta-feira (29) o Instituto Argonauta foi acionado sobre uma baleia que foi avistada pr\u00f3xima a Praia Vermelha do Sul, em Ubatuba. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Argonauta, a princ\u00edpio a suspeita era de que o animal tamb\u00e9m estivesse emalhado em uma rede. &#8220;A equipe de campo do Instituto Argonauta com o apoio do salva-vidas da Praia Vermelha do Sul se deslocou de bote at\u00e9 o local, por\u00e9m, n\u00e3o foi poss\u00edvel uma aproxima\u00e7\u00e3o segura que confirmasse a presen\u00e7a da rede&#8221;.<\/p>\n<p>Ao se aproximarem, os especialistas descobriram que n\u00e3o se tratava de uma Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) emalhada, e sim de uma Baleia-franca (Eubalena australis) com seu filhote. M\u00e3e e filho estavam descansando, em sintonia lado a lado, com comportamento de amamenta\u00e7\u00e3o e cuidados.<\/p>\n<p>A equipe do Argonauta registrou o momento em fam\u00edlia e enviou as imagens \u00e0 equipe do Instituto Australis, em Imbituba, Santa Catarina. Os especialistas dizem que as baleias-francas t\u00eam nado mais discreto e lento, sem os saltos e batimento de nadadeiras t\u00e3o vis\u00edveis quanto as Jubartes, o que leva muitas pessoas a acharem que est\u00e3o com problema e n\u00e3o conseguindo se deslocar. Mas n\u00e3o. Foi poss\u00edvel acompanh\u00e1-las por um per\u00edodo e ver que m\u00e3e e filhote est\u00e3o bem e estavam apenas precisando de descanso para seguir viagem.<\/p>\n<p>Registro &#8211; De acordo com o Instituto Argonauta, este foi o terceiro registro do ano de Baleias-franca na regi\u00e3o. O Argonauta informou que ao contr\u00e1rio da baleia-jubarte, que pode ser vista em nosso litoral durante a sua migra\u00e7\u00e3o, a baleia-franca costuma aparecer mais na regi\u00e3o sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O cet\u00e1ceo possui uma colora\u00e7\u00e3o escura e as calosidades da cor bege gerando um contraste que facilita a identifica\u00e7\u00e3o de cada baleia. O ocean\u00f3grafo, Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, disse que por serem animais lentos e frequentes em \u00e1reas costeiras, as baleias-franca j\u00e1 foram alvo de ca\u00e7adores, o que resultou na quase extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Atualmente, disse Hugo, n\u00e3o est\u00e3o mais consideradas como animais amea\u00e7ados. &#8220;V\u00ea-las ocupando novamente o espa\u00e7o no nosso litoral \u00e9 muito gratificante.\u201d<\/p>\n<p>A diretora de pesquisa ProFRANCA\/ Instituto Australis, Karina Groch, conta que este ano um grande n\u00famero de baleias-franca est\u00e1 aparecendo em nosso litoral. De acordo com ela, a baleia vista na Praia Vermelha do Sul, \u00e9 catalogada com o n\u00famero B429, chamada Zimba, e segundo a diretora de pesquisa, j\u00e1 esteve v\u00e1rias vezes no Brasil. &#8220;\u00c9 nossa conhecida desde 2006, uma baleia muito especial para n\u00f3s, pois \u00e9 a mascote do nosso projeto, o ProFRANCA&#8221;, disse Karina.<\/p>\n<p>Neste ano, Zimba j\u00e1 foi avistada em Maca\u00e9, no Rio, dia 29 de junho, h\u00e1 um m\u00eas, e vem sendo acompanhada pelos pesquisadores durante sua passagem pelos mares da regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>A temporada de avistamento de baleias no Litoral Norte segue at\u00e9 novembro. \u00c9 neste per\u00edodo que as baleias saem da Ant\u00e1rtica e viajam cerca de dois meses at\u00e9 as \u00e1guas quentes no litoral brasileiro para o seu de reprodu\u00e7\u00e3o, que geralmente dura entre os meses de julho e novembro.<\/p>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-6382-1\" width=\"640\" height=\"1138\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/lrm67.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1659279072373.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/lrm67.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1659279072373.mp4\">https:\/\/lrm67.com\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1659279072373.mp4<\/a><\/video><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcello Ver\u00edssimo Dois casos registrados com baleias, no final de semana mostram que, mais uma vez, a natureza ensina aos seres humanos sobre o movimento do ciclo da vida . 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