{"id":17271,"date":"2023-07-25T15:58:39","date_gmt":"2023-07-25T18:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/lrm67.com\/?p=17271"},"modified":"2023-07-25T15:58:39","modified_gmt":"2023-07-25T18:58:39","slug":"pinguins-de-magalhaes-perdidos-ja-sao-107-nesta-temporada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lrm67.com\/index.php\/2023\/07\/25\/pinguins-de-magalhaes-perdidos-ja-sao-107-nesta-temporada\/","title":{"rendered":"Pinguins de Magalh\u00e3es perdidos j\u00e1 s\u00e3o 107 nesta temporada"},"content":{"rendered":"<p>Marcello Ver\u00edssimo<\/p>\n<p>O Instituto Argonauta, em Ubatuba, j\u00e1 registrou a passagem de 107 pinguins de Magalh\u00e3es at\u00e9 o dia 20 de julho. A temporada de avistamento de pinguins come\u00e7ou no m\u00eas de junho, o \u00e1pice acontece entre os meses de julho e agosto. A temporada termina no m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>O maior n\u00famero de ocorr\u00eancias envolvendo os pinguins vivos ou mortos aconteceu em 2020 com 618 registros. Em 2022 foram 166 e um ano antes 103.<\/p>\n<p>Anualmente, os pinguins saem das \u00e1guas geladas na patag\u00f4nia argentina e migram para o sudeste brasileiro, principalmente em busca de comida. De acordo com os especialistas, alguns animais se perdem do grupo que acompanha<br \/>\npor isso sempre aparecem nas praias da regi\u00e3o pelas quatro cidades.<\/p>\n<p>Durante a sua jornada migrat\u00f3ria, os pinguins-de-magalh\u00e3es enfrentam diversos desafios, e por esse motivo, muitos chegam a regi\u00e3o j\u00e1 bastante debilitados ou at\u00e9 mesmo mortos.<\/p>\n<p>Do total de pinguins atendidos pelo Instituto Argonauta pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), aproximadamente 20% chegaram vivos. \u201cNos \u00faltimos anos eles t\u00eam chegado muito debilitados, com muitos parasitas e acabam morrendo rapidamente, na maioria das vezes antes mesmo do atendimento veterin\u00e1rio\u201d, explica a bi\u00f3loga Carla Beatriz Barbosa, coordenadora do PMP-BS no trecho 10 do Instituto Argonauta.<\/p>\n<p>Os pinguins-de-magalh\u00e3es s\u00e3o aves marinhas com o corpo adaptado para viver na \u00e1gua, mas n\u00e3o voam, e t\u00eam suas asas modificadas em nadadeiras. Eles se alimentam principalmente de peixes, cefal\u00f3podes (como polvos e lulas), e pequenos crust\u00e1ceos, (como krill).<\/p>\n<p>De acordo com os especialistas, s\u00e3o predadores habilidosos na \u00e1gua, usam suas nadadeiras e bicos para capturar suas presas. Ao contr\u00e1rio do que muitos imaginam, essa esp\u00e9cie de pinguim n\u00e3o \u00e9 polar e n\u00e3o est\u00e1 adaptada a baixas temperaturas.<\/p>\n<p>O ocean\u00f3grafo Hugo Gallo, que \u00e9 presidente<br \/>\ndo Instituto Argonauta, disse que os pinguins permanecem na \u00e1gua durante a \u00e9poca n\u00e3o reprodutiva. \u201cVemos pinguins na regi\u00e3o h\u00e1 muitos anos, a ocorr\u00eancia desses animais na regi\u00e3o \u00e9 normal, o problema \u00e9 quando n\u00e3o est\u00e3o bem, e procuram sair da \u00e1gua para descansar e se aquecer&#8221;, disse Gallo. &#8220;Como s\u00e3o encontrados muitas vezes fracos e debilitados necessitando de cuidados, aqui na regi\u00e3o, eles s\u00e3o resgatados e encaminhados para o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o e Despetroliza\u00e7\u00e3o de Ubatuba, para que depois de reabilitados sejam devolvidos \u00e0 natureza\u201d, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcello Ver\u00edssimo O Instituto Argonauta, em Ubatuba, j\u00e1 registrou a passagem de 107 pinguins de Magalh\u00e3es at\u00e9 o dia 20 de julho. 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